quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

a hora exacta
nunca é a mesma
mesmo quando retrata
o tempo presente.
é indiferente
se gosto ou não.
na minha mão
fica apenas a lembrança
e no coração
todo o momento se entrança
na ténue malha temporal.
e perde-se.
e perco-o.
e perco as horas
e as palavras.
as memórias,
abro-as.
como abro o coração
a quem vier.
nem sequer sei
se, na hora exacta,
estou aqui.
já a perdi,
a hora exacta...
Guarda, 12 de Janeiro de 2006 00:31h


